quarta-feira, 13 de maio de 2015

O AUTOMÓVEL



  • Há uns cinquenta anos. as pessoas se debruçavam à janela, para ver passar um automóvel. Esperavam para ver se a "viatura sem cavalos" poderia subir a próxima ladeira. Imaginavam que não aconteceria aos passageiros numa tempestade.. Todos gracejavam  com os novos carros, mas quase todos desejariam ter um.
  • Os automóveis antigos não se pareciam de forma alguma com os atuais; assemelhavam-se muito mais às carruagens, que os havia precedido.
  • A idéia de fazer girar as rodas de um carro por meio de um motor não é recente. O primeiro acidente automobilístico  remonta aos anos de 1769, isto é, há uns quase dois séculos. Nicolas Cugnot, um francês, havia construído uma viatura de três rodas, movida a vapor; esta capotou numa curva, quando seu criador e motorista a ,dirigia, a uma velocidade de 5 quilômetros por hora.
  • em 1831, diligências a vapor faziam o serviço entre as cidades da Inglaterra conduzindo 18 passageiros, a 8 quilômetros por hora.
  • A população em geral, voltou seus ânimos contra as carruagens a motor; a taxa de pedágio era mais elevada que para as outras e, o que é pior, muitas vezes a viatura era apedrejada ao passar; o giverno chegou a votar leis para restringir sua utilização. Uma das tais leis, chamada, "Bandeira Vermelha", determinava que a viatura, ao transitar seria precedida de um homem levando uma bandeira vermelha de dia, e um lanterna vermelha à noite! Tudo isso contribuiu para que sua popularidade fosse prejudicada.
  • Na Alemanha, alguns anos mais tarde, desenvolveram-se novas idéias a respeito dos motores. Em 1876, Nikolauss Otto inventou um motor muito parecido com os nossos motores a gasolina. Em 1885 Gottelieb Daimler adaptou um pequeno modelo desse motor a uma bicicleta, usando querosene. No mesmo ano, outro alemão, Karl Benz, construiu um triciclo acionado por um motor a gasolina. Em 1891, os franceses Panhard e Levassor montaram um motor Daimler sobre um chassi de um automóvel. Os progressos multiplicaram-se, Nos Estados Unidos, a industria automobilística desenvolveu-se muito, particularmente graças aos métodos de trabalho inventados por Henry Ford.
  • O objetivo principal dos fabricantes daquela época era construir um carro que funcionasse satisfatoriamente. podemos dizer que, a partir de  1912, conseguiram o que desejavam. Passaram, então, a procurar novos meios de aperfeiçoá-los.
  • Desde então, múltiplas modificações têm sido introduzidas, sempre com o mesmo intuito.
  • para fabricar um automóvel, milhares de peças diferentes são utilizadas. 
  • Uma bomba traz a gasolina do tanque para o carburador. Aí a gasolina é misturada com o ar, que vem através de um filtro, onde ficam retidas as impurezas. Cada litro de gasolina mistura-se com 2.000 litros de ar. O ar e a gasolina, assim misturados, são conduzidos aos cilindros do motor; os cilindros são tubos grossos e fechados no topo. A mistura de ar e gasolina entra no cilindro por uma válvula, que só permite a passagem num sentido.
  • Na base de cada cilindro se acha um êmbolo (ou pistão), espécie de disco do diâmetro do cilindro, que sobe e desce.
  • Ao subir, comprime a mistura; no momento da compressão máxima, uma fagulha provinda da vela no alto do cilindro, determina a explosão. A explosão força o êmbolo para baixo. O êmbolo está ligado a uma biela ao virabrequim.
  • quando os êmbolos são pressionados para baixo, um após outro, a grande velocidade, fazem girar o virabrequim, ligado por sua vez a transmissão, que dá rotação às rodas.
  • A força de rotação oriunda da explosão do motor é levada às rodas por intermédio da transmissão. Diferentes velocidades podem ser obtidas. A "primeira" é a mais possante; é que faz movimentar a pesada massa imóvel da viatura. A "segunda" permite a aceleração e a "terceira" - ou algumas vezes a "quarta" - o funcionamento normal do motor.
  • Em alguns carros, a mudança está colocada ao lado do volante; em outros, a mudança é automática.
  • A transmissão faz girar as duas rodas traseiras por intermédio do diferencial, que está ligado a cada roda por todo um semi-eixo; quando o automóvel faz uma curva, o diferencial faz girar a roda exterior com mais velocidade que a roda interior.
  • Em numerosos carros, a tração é exercida sobre as rodas de trás; as rodas dianteiras, comandadas pelo volante, determinam a direção. Outros carros têm tração nas quatro rodas.
  • As explosões nos cilindros causam aquecimento no motor. Essa temperatura muito elevada o destruiria, se não fosse resfriado. Uma bomba assegura, então, constante circulação de água à volta do motor. A água é enviada ao radiador, que fica à frente do motor, e aí um ventilador a resfria. Outra bomba faz circular o óleo no  motor, para evitar o desgaste. Existem carros resfriados por circulação de ar.
  • A importância dos freios num automóvel é evidente. Se os carros não pudessem para rapidamente, seria perigoso viajar neles.
  • Os freios são montados em caixas de ferro, grande e achatadas, chamadas tambores e revestidas, na parte interna de lona de amianto. A cada roda está adaptado um freio. Existem dois tipos de freio: o freio mecânico e o hidráulico. O freio mecânico, mais comum e antigo, é acionado  manualmente por uma alavanca  situada na parte interna do carro, à altura do joelho do motorista. Este freio tem pouco emprego, a não ser em casos de emergência, ou para dar maior segurança ao veículo, quando o mesmo  estaciona em ladeira. Quando o motorista freia, as lonas fazem pressão sobre as rodas do carro, reduzindo-lhes a velocidade e fazendo-as parar. O freio hidráulico é acionado por um pedal, um tubo que conduz óleo comunica o pedal com o tambor. Quando o motorista comprime o pedal, o óleo é pressionado sobre as lonas e as forças contra a coroa do tambor, provocando a parada do carro.
  • Aperfeiçoamentos têm sido introduzidos nos automóveis; freio e direção elétrica e hidráulica e ABS, por exemplo. Dispositivos elétricos ajudam o motorista a para e efetuar curvas. Ar condicionado e até telefone podem ser instalados nos automóveis.
  • A industria automobilística é hoje uma das mais importantes do mundo.
  • O Brasil, durante muito tempo, importou carros de passeio dos Estados Unidos e da Europa. Hoje a Nossa indústria  automobilística produz centenas de milhares de automóveis por ano, com amplo domínio do mercado nacional.
  • Em 2015, a nossa indústria automobilística está enfrentando a pior crise em décadas e com isso se ronda o fantasma da desativação desta importante ferramenta econômica; bem como a manutenção da economia e empregos em diversos setores e por total culpa dos nossos gestores nas áreas do executivo, legislativo e judiciário. Espera-se para 2016, um crescimento lento; porém gradual nas vendas de veículos automotores.

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